Zico e Flamengo: uma trajetória histórica

Zico e Flamengo: a história do rei da Gávea

Zico é o eterno camisa 10 da Gávea, torcedor e maior ídolo do Flamengo! É lembrado de tantas maneiras que são inúmeras as conquistas para descrever aqui em poucas palavras o quão significativa sua trajetória foi para Mengão, esse time que é marcado por suas curiosidades e história!

Por isso, separamos para você os melhores momentos da união Zico e Flamengo, essa lenda do futebol que finalizou sua carreira marcando 509 gols em 731 jogos no Fla.

Como tudo começou?

Zico, que na certidão é Arthur Antunes Coimbra, o eterno Galinho de Quintino (apelido dado por Waldir Amaral, antigo narrador, que relacionou o bairro de origem de Zico, Quintino, com a aparência física dele), nasceu em 03/03/1953 no Rio de Janeiro. A influência ao Flamengo surgiu juntamente com a paixão que seu pai tinha ao time, o qual incentivava todos os filhos a torcerem para o Rubro Negro.

Durante a infância e a juventude, Zico valorizava o que tinha e fazia daquele momento o melhor. Essa persistência deu ainda mais forças para o craque. Jogando nas ruas em sua infância, assim como vários brasileiros apaixonados pelo futebol, ele trouxe a inspiração que muitos precisavam, e ainda vão precisar, através de sua garra e determinação!

Algo que incentivou ainda mais o rei da Gávea a ter esse reconhecimento foi a trajetória da vida dele junto com sua família. Num time que foi criado com seus irmãos, ele ganhava o maior destaque, chamava atenção em todos os lugares que jogava, até mesmo pessoas de outros lugares se surpreendiam.

Aos 13 anos, em 1966, o jornalista Celso Garcia, que tinha muita influência no Flamengo, chamou Zico para iniciar sua carreira com o time. A estrutura física de Zico não colaborava com o esforço que ele teria que fazer durante os jogos, por isso, com 14 anos passou por vários tratamentos para chegar na estrutura desejada.

Esses procedimentos envolviam: hormônios controlados, alimentação regulada, exercícios físicos e treinamento intenso. Essas limitações expandiram ainda mais as possibilidades de Zico e o resultado era visível já com seus 17 anos.

Estreia de Zico no Flamengo

Em 1971, quando já tinha 18 anos e havia conseguido a estrutura e a experiência necessária para a época, Zico estreou no Flamengo completando 17 jogos e 2 gols naquele ano. No mesmo ano, no pré-olímpico, ele fez o gol que classificou o Brasil para as olimpíadas de 1972.

Zico ficou sem poder jogar ou treinar no Flamengo para conseguir participar das olimpíadas. Zagallo, que na época era técnico do Flamengo, disse a Zico que ele tinha sido lançado muito cedo e não estava preparado para jogar. Com isso, o Galinho voltou para o juvenil, ficando lá até 1973.

Com seus 20 anos, em 1973, Zico dá sua largada mostrando sua competência para o Brasil, alcançando 13 gols em 52 partidas.

Camisa 10

1974 foi o ano em que Zico conseguiu se tornar titular do Flamengo e logo depois recebeu a camisa 10, que se tornou parte da sua consagrada história na nação! Também ganhou a bola de prata e uma bola de ouro no Brasileirão. No campeonato carioca, recebeu o título de melhor jogador e fechou o ano com 64 partidas jogadas e 49 gols.

Por mais que em 1975 o Flamengo ficasse sem títulos, Zico participou de 76 partidas e cravou 51 gols, enquanto se destacava levando mais uma bola de prata do Brasileirão, e se classificou como artilheiro na Taça Guanabara e artilheiro do Campeonato Carioca, mais uma vez o melhor meia do campeonato brasileiro, presente em grandes títulos do Flamengo.

Do Fla para o Brasil: estreia na seleção brasileira

Foi em 1976, com 23 anos, que Zico estreou na seleção brasileira, e já começou conquistando o torneio bicentenário dos Estados Unidos, além de ter jogado 72 partidas e goleado 56 vezes. No mesmo ano aconteceu a final da Taça Guanabara contra o Vasco, em que o jogo foi para os pênaltis e o Flamengo acabou perdendo.

Continuando mais um ano sem títulos, em 1977 o Flamengo deixava Zico brilhar sendo eleito o melhor jogador das Américas, recebeu a Bola de Prata de novo e se classificou como Artilheiro do Campeonato Carioca e Artilheiro das Eliminatórias. Foram 45 partidas e 39 gols feitos.

A Taça Rio e a Guanabara foram conquistadas no mesmo ano em que ele se tornou campeão carioca, em 1978. Também foi ano de Copa do Mundo, e com todo repertório que Zico já havia marcado no futebol, o Brasil apostou nesse jogador que representou nosso país. Apesar de terem feito jogos sem ter sido derrotados, o Brasil chegou até o 3° lugar. Zico fecha o ano com 34 partidas e 26 gols.

Mais uma Taça Guanabara para a coleção, Zico recebe ela como artilheiro e também vence o campeonato carioca. Foi em 1979 que ele finalizou com 81 gols e 70 partidas.

Momentos marcantes de Zico com o Flamengo

Chegando em 1980, a Taça Guanabara e o Campeonato Brasileiro estavam nas conquistas do rei da Gávea, sendo artilheiro do campeonato e fazendo 47 gols durante as 53 partidas que jogou.

1981, o artilheiro realiza 58 partidas e faz 45 gols, o Flamengo conquista a final da Taça Libertadores da América contra Cobreloa após 3 jogos, sendo que uma das partidas foi marcada com violência vinda do adversário. Mesmo com tudo isso, o Flamengo ganhou a Libertadores após os 2 gols de Zico que decidiram a vitória!

Os 10 anos de experiência em campo fizeram com que Zico fosse escolhido como capitão do time. 9 anos antes dessa conquista, no dia 15 de novembro de 1972, Zico assistia do Maracanã o histórico jogo entre Botafogo e Flamengo que terminou em 6×0 para o Botafogo.

Esse acontecimento inspirou o jogador a querer mudar esse cenário e lutar pelo time em que torcia. Em 1981, quando Zico já estava no Mengão, aconteceu o grande jogo entre Flamengo e Botafogo, quando a revanche foi marcada com 6×0!

Nesse mesmo ano, Zico e o time da Gávea tiveram uma de suas maiores conquistas até hoje: o Mundial de Clubes que aconteceu no Japão entre Flamengo e Liverpool. Após o jogo, o artilheiro recebeu o título de melhor jogador da partida e consequentemente o melhor jogador das américas, finalizando 1981 como o Melhor Jogador do Mundo!

O Brasil fez história nos jogos da Copa e em 1982 jogou com classe, mesmo tendo perdido para a Itália, ainda assim manteve excelência em campo. Não é à toa que o Galinho da Gávea foi eleito o melhor camisa 10 e também o 3° melhor jogador da Copa do Mundo de 1982.

O grande Campeonato Brasileiro mais uma vez recebeu a vitória de Zico como artilheiro, melhor meia e melhor jogador da competição. 1982 acolheu Zico com 56 partidas e 45 gols.

Eleito pela 2° vez como Melhor Jogador do Planeta, em 1983, Zico vence de novo o campeonato brasileiro e mais tarde, a Udinese negociou com ele por 3 anos, nos quais teve um ótimo desempenho ganhando o Torneio Quadrangular no mesmo ano em que foi contratado.

Aplaudido até mesmo pela equipe adversária, Zico encerrou sua jornada na Itália marcando 30 gols em suas 53 partidas jogadas com a Udinese.

1985: a grave lesão de Zico

1985, um ano antes da copa, após voltar da Itália, Zico deu seu melhor enquanto se preparava e recebeu a Taça Rio com o Flamengo. Ele encerrou o ano jogando em apenas 13 partidas com 7 gols, porque, no dia 29 de agosto, um terrível acidente comprometeu o joelho de atleta durante uma partida contra o Bangu. Márcio Nunes, quem acertou os joelhos de Zico, foi expulso no mesmo jogo.

Essa lesão impediu que Zico jogasse como antes, o que tornou sua jornada ainda mais difícil, afastando-se dos campos até 1986 enquanto tratava de sua lesão. Não só essa, mas também durante sua recuperação, acabou lesionando o outro joelho.

A volta de Zico aos campos

Em fevereiro de 1986, ele volta conquistando com o Flamengo o Campeonato Carioca e a Taça Rio. Mesmo com as fortes dores no joelho, Zico se preparou para enfrentar a copa de 1986 e foi mesmo assim.

Com 33 anos, participando de sua 3° e última Copa do Mundo, Tele Santana, que era técnico do Brasil na época, manteve Zico no banco de reserva deixando ele entrar em campo apenas nos finais das partidas.

Infelizmente, naquele ano, o Brasil perdeu para a França nos pênaltis, e mais uma vez Zico sai sem vitória de uma Copa do Mundo. Finalizou 1986 participando de 10 jogos e fazendo 4 gols.

Na metade de 1987 ele volta conquistando a Copa União, jogando 18 partidas e fazendo 6 gols. Encerrou sua jornada na Seleção Brasileira em 1988, ano em que recebeu mais uma vez a Taça Guanabara, 26 jogos e 6 gols foram marcados.

O último título que Zico conquistou no Flamengo foi a Taça Guanabara em 1990, ano em que jogou 33 partidas e fez 9 gols. Infelizmente, depois da lesão e após 19 anos, Zico finaliza seus trabalhos com o Fla.

Da Gávea para o Japão: Kashima Antlers

De 1991 a 1994, Zico fez 45 gols nas 64 partidas que jogou para o Kashima Antlers, time em que entrou para a disputa do campeonato japonês. Fez essa escolha para ajudar no desenvolvimento do futebol japonês.

Sua história no Japão marcou os japoneses, que aumentaram ainda mais a paixão pelo futebol!

Aposentadoria do rei da Gávea

Aos 41 anos, Zico termina sua carreira, deixando uma das maiores histórias para o futebol. Seus 29 títulos, as 849 partidas e os 583 gols que conquistou durante sua jornada mostram o quão importante ele é para nosso país e principalmente para nosso time do coração, Flamengo.

Zico vai ficar marcado para sempre na história do Flamengo e continua inspirando quem é apaixonado por esse esporte que ecoa pelas torcidas do mundo. Hoje, o Galinho segue transformando vidas ao redor do mundo, lançou recentemente seu curso digital de futebol.

Só quem é parte da maior torcida do mundo sabe da importância dessa lenda para a história do Fla! Para ficar mais informado sobre o que aconteceu e continua acontecendo na trajetória do Flamengo, não deixe de acompanhar nossos outros conteúdos.

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